A poesia pode ter milhares de formas. Milhares de cores. Pode ser negra como o estado de espírito, verde como a vontade, dourada como a magia ou vermelha como o sangue. Pode ser lida ou cantada, lenta e erótica, veloz e arrasadora. Mas pode também não ser nada. Apaixonadamente, nada.

segunda-feira, abril 11, 2005

Abraço de deus

Chamo abraço de deus
A esse momento
Intenso,
Louco e transitório,
Que nos separa
De uma nova decisão.
Vírgula,
Pausa,
Passo,
Check-in de neurónio...
Sempre que paro,
Olho e escuto
A ver se o vejo
Como a um comboio sem cancela.
Deixei a crença
Porque sempre tive pressa
Em decidir.
E nunca fui veloz
Para o reter
Nos meus braços.